Entenda a importância da atividade física para a Doença de Parkinson

No Dia Nacional do Portador de Parkinson, veja por que as atividades físicas também impactam positivamente em aspectos não motores do doente, como memória, funções executiva e cognitiva global

Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, estima-se que em 2030 o número de pacientes com Doença de Parkinson dobrará, ultrapassando 600 mil brasileiros. A doença é caracterizada por deixar os músculos mais rígidos, causando tremores que prejudicam os movimentos. Dependendo da gravidade, ela também pode prejudicar a fala, a cognição e a memória. 

No dia 4 de abril foi convencionado o Dia Nacional do Portador de Doença de Parkinson e, como ainda não há cura, é importante encontrar formas de controlar os sintomas. “Neste sentido, os exercícios físicos podem ser grandes aliados para retardar a evolução do problema e melhorar o bem-estar e a qualidade de vida de quem sofre deste mal’, afirma o educador físico Lucas Serralheiro Cardoso, especialista em Prevenção de Lesões e Doenças Musculoesqueléticas.

Dentre os benefícios estão o progresso no equilíbrio e diminuição do tremor, o que evita quedas e acidentes; redução na rigidez muscular, ampliando a movimentação e diminuindo a dor; atenuação de doenças que podem acompanhar o Parkinson, como a depressão; incentivo ao autocuidado e autoconfiança do paciente. Uma revisão publicada no Journal of Parkinson’s Disease, com cientistas da Alemanha e da Austrália, concluiu ainda que as atividades físicas também impactam positivamente em aspectos não motores, como memória, funções executiva e cognitiva global. 

No entanto, para que isso se verifique, deve-se investir em três frentes: fortificação do sistema cardiovascular e respiratório, aumento da flexibilidade e fortalecimento dos músculos. De acordo com o educador físico, a atividade física deve ser realizada com frequência, de três a cinco vezes na semana, em sessões que podem variar de 30 a 60 minutos. Confira a seguir as mais indicadas! 

1. Alongamento
Exercícios de alongamento dos braços, mãos, pés e pernas são fundamentais para diminuir a rigidez nas articulações. Já os exercícios mais avançados, em superfície de instabilidade, como bolas de pilates, favorecem o equilíbrio. 

2. Caminhada
Por ser uma atividade simples, que não exige nenhum tipo de equipamento ou treino específico, a caminhada é uma ótima maneira de se iniciar a prática de atividades físicas, aumentando o tempo e a velocidade ao longo do tempo. 

3. Fortalecimento muscular
Atividades para os músculos inferiores geram o fortalecimento dos mesmos e evitam quedas. Já os exercícios para membros superiores auxiliam nas tarefas rotineiras, como carregar sacolas. “O mais importante é ser realista com o paciente e saber até onde você pode ir para evitar acidentes durante os exercícios, tendo em vista que ele já se encontra em uma situação mais fragilizada. Por isso, é necessário ter a indicação e o acompanhamento de um profissional especializado para chegar aos resultados esperados”, alerta Lucas.

É importante salientar que o paciente deve continuar o tratamento medicamentoso normalmente, pois a inclusão de uma rotina de atividades físicas irá apenas agregar valor ao trabalho clinico já realizado. Não deixe de consultar um profissional da saúde antes de iniciar atividade física! 

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